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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Olá!

Que saudade de postar no blog. Obrigada pelo carinho e na medida do possível passarei por aqui. Este ano começou com surpresas na escola. E uma surpresa com nome e sobrenome que está me fazendo, além de ensinar, aprender todos os dias: GUILHERME (meu amor…). Pois é, este meu amor é meu aluno portador de Sindrome de Down, não imaginava… mas é tão bom tê-lo comigo. Ele tem 8 anos, mas idade mental de 4 ou menos. Suas atividades são diferentes, a atenção dada a ele é diferente, mas o que importa, ele é muito especial, não só pra mim mas para a turminha inteira. Cooperação, solidariedade, amizade, paciência são atitudes que todos nós estamos desenvolvendo por causa do Gui. Acredito que este ano será decisivo em minha vida, uma prova de fogo no quesito magistério. Como diz a música: FÉ EM DEUS E PÉ NA TÁBUA!!!

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Fique sabendo o que é SINDROME DE DOWN:

É um distúrbio genético causado durante a formação do feto, é uma das anomalias genéticas mais conhecidas. Segundo os professores e doutores Elaine S. de Oliveira Rodini e Aguinaldo Robinson de Souza, da Universidade Estadual Paulista (campos Bauru), a síndrome de Down é responsável por 15% dos portadores de retardo mental que freqüentam instituições para crianças especiais.
A síndrome de Down também é chamada de Trissomia do Cromossomo 21, por causa do excesso de material genético do cromossomo 21, que ao invés de apresentar dois cromossomos 21 o portador da S.D. possui três. Atualmente a probabilidade de uma mulher de 20 anos ter um filho com essa síndrome é de 1 para 1600, enquanto uma mulher de 35 anos é de 1 para 370. A probabilidade de pais que têm uma criança com síndrome de Down terem outros filhos portadores dessa síndrome é de aproximadamente 1 para 100. De uma forma geral a síndrome de Down é um acidente genético, sobre o qual ninguém tem controle. Qualquer mulher pode ter filho com síndrome de Down, não importa a raça, credo religioso, nacionalidade ou classe social. Por muito tempo a SD ficou conhecida como mongolismo, pois esse termo era empregado devido aos portadores da síndrome ter pregas no canto dos olhos que lembram as pessoas de raça mongólica (amarela), porém nos dias atuais esse termo não é mais utilizado, é tido como pejorativo e preconceituoso.


Características da Síndrome de Down:
Dentre as principais, podemos destacar:

• Retardo mental;
• Fraqueza muscular;
• Anomalia cardíaca;
• Baixa estatura;
• Olhos com fendas palpebrais oblíquas;
• Perfil achatado;
• Prega única na palma da mão.

Fonte: http://www.brasilescola.com/doencas/sindrome-de-down.htm

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Criando Monstros :(

Recebi este texto hj. E penso que foi a coisa mais coerente que li a respeito do sequestro que houve em Santo André.
Espero que vcs leiam e pensem a respeito. Qts não's vc já disse e que com certeza fizeram diferença na vida de alguém????
Bjs.
Criando Monstros
(Karina dos Santos Cabral)
O que pode criar um monstro? O que leva um rapaz de 22 anos a estragar a própria vida e a vida de outras duas jovens por… NADA? Será que é índole? Talvez, a mídia? A influência da televisão? A situação social da violência? Traumas? Raiva contida? Deficiência social ou mental? Permissividade da sociedade?
O que faz alguém achar que pode comprar armas de fogo, entrar na casa de uma família, fazer reféns, assustar e desalojar vizinhos, ocupar a polícia por mais de 100 horas e atirar em duas pessoas inocentes?
O rapaz deu a resposta: "ela NÃO quis falar comigo". A garota disse NÃO, NÃO quero mais falar com você. E o garoto, dizendo que ama, não aceitou um NÃO. Seu desejo era mais importante. Não quero ser mais um desses psicólogos de araque que infestam os programas vespertinos de televisão, que explicam tudo de maneira muito simplista e falam descontextualizadamente sobre a vida dos outros sem serem chamados.
Mas ontem, enquanto não conseguia dormir pensando nesse absurdo todo, pensei que o NÃO da menina Eloá foi o único. Faltaram muitos outros NÃOS nessa história toda.
Faltou um pai e uma mãe dizerem que a filha de 12 anos NÃO podia namorar um rapaz de 19. Faltou uma outra mãe dizer que NÃO iria sucumbir ao medo e ir lá tirar o filho do tal apartamento a puxões de orelha. Faltou outros pais dizerem que NÃO iriam atender ao pedido de um policial maluco de deixar a filha voltar para o cativeiro de onde, com sorte, já tinha escapado com vida. Faltou a polícia dizer NÃO ao próprio planejamento errôneo de mandar a garota de volta pra lá. Faltou o governo dizer NÃO ao sensacionalismo da imprensa em torno do caso, que permitiu que o tal seqüestrador conversasse e chorasse compulsivamente em todos os programas de TV que o procuraram.
Simples assim.
N Ã O.
Pelo jeito, a única que disse NÃO nessa história foi punida com uma bala na cabeça.
O mundo está carente de não's. Vejo que cada vez mais os pais e professores morrem de medo de dizer NÃO às crianças. Mulheres ainda têm medo de dizer NÃO aos maridos (e alguns maridos, temem dizer NÃO às esposas ). Pessoas têm medo de dizer NÃO aos amigos. Noras que não conseguem dizer NÃO às sogras, chefes que não dizem NÃO aos subordinados, gente que não consegue dizer NÃO aos próprios desejos. E assim são criados alguns monstros.
Talvez alguns não cheguem a seqüestrar pessoas. Mas têm pequenos surtos quando escutam um NÃO, seja do guarda de trânsito, do chefe, do professor, da namorada, do gerente do banco. Essas pessoas acabam crendo que abusar é normal. E é legal. Os pais dizem, "não posso traumatizar meu filho". E não é raro eu ver alguns tomando tapas de bebês com 1 ou 2 anos. Outros gastam o que não têm em brinquedos todos os dias e festas de aniversário faraônicas para suas crias. Sem falar nos adolescentes.
Hoje em dia, é difícil ouvir alguém dizer NÃO:
Você NÃO pode bater no seu amiguinho.
NÃO, você não vai assistir a uma novela feita para adultos.
NÃO, você não vai fumar maconha enquanto for contra a lei.
NÃO, você não vai passar a madrugada na rua.
NÃO, você não vai dirigir sem carteira de habilitação.
NÃO, você não vai beber uma cervejinha enquanto não fizer 18 anos.
NÃO, essas pessoas não são companhias pra você.
NÃO, hoje você não vai ganhar brinquedo ou comer salgadinho e chocolate.
NÃO, aqui não é lugar para você ficar.
NÃO, você não vai faltar na escola sem estar doente.
NÃO, essa conversa não é pra você se meter.
NÃO, com isto você não vai brincar.
NÃO, hoje você está de castigo e não vai brincar no parque.
Crianças e adolescentes que crescem sem ouvir bons, justos e firmes NÃOS crescem sem saber que o mundo NÃO é só deles. E aí, no primeiro NÃO que a vida dá (e a vida dá muitos) surtam. Usam drogas. Compram armas. Transam sem camisinha. Batem em professores. Furam o pneu do carro do chefe. Batem e queimam mendigos e prostitutas na rua. E daí por diante.
Não estou defendendo a volta da educação rígida e sem diálogo, pelo contrário. Acredito piamente que crianças e adolescentes tratados com um amor real, sem culpa, tranqüilo e livre, conseguem perfeitamente entender uma sanção do pai ou da mãe, um tapa, um castigo, um NÃO. Intuem que o amor dos adultos pelas crianças não é só prazer - é também responsabilidade. E quem ouve uns não's de vez em quando também aprende a dizê-los quando é preciso. Acaba aprendendo que é importante dizer não a algumas pessoas que tentam abusar de nós de diversas maneiras, com respeito e firmeza, mesmo que sejam pessoas que nos amem.
O não protege, ensina e prepara. Por mais que seja difícil, eu tento dizer não aos seres humanos que cruzam o meu caminho quando acredito que é hora - e tento respeitar também os não's que recebo. Nem sempre consigo, mas tento. Acredito que é aí que está a verdadeira prova de amor. E é também aí que está a solução para a violência cada vez mais desmedida e absurda dos nossos dias.

sábado, 27 de setembro de 2008

Fernando César Capovilla



Na terça-feira participei de um curso para professoras alfabetizadoras da rede estadual de ensino em Poços de Caldas (minha cidade.... ADORO!!!) e foi muito interressante e por isso estou tão empenada em conhecer todos os metódos de ensino já utilizados na alfabetização brasileira. Nas minhas pesquisas me deparei com uma entrevista realizada em janeiro/2006 com um professor de Neuropsicologia da Universidade de São Paulo (USP), Fernando César Capovilla. Estou postando algumas falas ... Realmente concordo com ele, a educação no nosso país está desestruturada e precisando de reformas já.

Bjs...


Folha Dirigida — Como o sr. avalia nossos alfabetizadores?

Fernando César Capovilla — São pessoas dedicadas e que querem fazer um bom trabalho. No entanto, são impedidas de fazê-lo porque os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) do Ministério da Educação (MEC) estão completamente errados. Quando comparamos os PCN’s brasileiros com os britânicos, finlandeses, franceses ou americanos notamos uma disparidade extraordinária. Eles dizem para não fazer o que o Brasil faz. Existem dois métodos para alfabetização: o ideovisual e o fônico. O mundo inteiro, que usa a escrita alfabética, usa o método fônico porque uma revisão da literatura, de 115 mil estudos científicos publicados, provou que o método fônico é superior ao ideovisual, que continua sendo usado no Brasil e no México.


Folha Dirigida — O que é exatamente o método ideovisual? E o fônico? Qual a diferença entre eles?

Capovilla — No ideovisual o professor dá o texto para o aluno. O MEC recomenda, por meio dos seus PCN’s, que se dê o texto à criança (um texto, como eles dizem, complexo, rico), e afirma ainda que não há necessidade de ensinar a criança a converter letras em sons e sons em letras. Diz também que o professor deve aceitar tudo o que a criança escreve como uma produção legítima. O professor não pode ensinar, corrigir, treinar ou guiar a criança ao longo do processo. O MEC acredita que a criança aprende praticamente sozinha, que basta ter livros no entorno que ela vai aprender a ler e escrever, e isso é falso. O mundo inteiro descobriu, por meio de atividades científicas, que ler e escrever são atividades complexas que requerem um treinamento específico. São necessárias instruções sobre a relação entre as letras e os sons para que a criança possa codificar fonografenicamente (a partir da fala escrever) e decodificar grafonemicamente (a partir da palavra decodificar o texto e produzir fala). O método fônico evoca a fala, a mesma fala com a qual a criança pensa e se comunica. Por isso é um método muito natural.


Folha Dirigida — Há experiência no Brasil de alfabetização pelo método fônico?

Capovilla — Já temos pelo menos 40 escolas, em diversos estados, empregando o método no Brasil. Isto porque as escolas particulares, sensíveis à matrícula, se sentem pressionadas pelos pais que ameaçam cancelar o registro dos seus filhos se elas não produzirem bons resultados. Isto está acontecendo em São Paulo e certamente acontece no Rio. As escolas cujos egressos não passam para universidade pública gratuita são questionadas pelos pais. Preocupadas, algumas escolas perceberam que pelo método ideovisual as contradições e problemas se acumulavam ao longo das séries. Em São Paulo, as escolas que empregavam o Construtivismo viam os seus alunos irem para as universidades pagas. Pressionadas pelos pais começaram a procurar eficiência e descobriram no método fônico o caminho.



sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Metódos de Alfabetização

Estava procurando algo que esclarecesse os metódos de alfabetização já aplicados no Brasil, encontrei este muito interessante. E acredito que irá ajudar muitas pessoas, pois me ajudou.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Alfabetização, leitura e escrita

Alfabetização, leitura e escrita

Antônio Augusto Gomes Batista

No Brasil, quase um terço da população possui baixos níveis de letramento. Entre os jovens e adultos, considerando-se aqueles que têm mais de 15 anos, cerca de 13% são analfabetos, ainda que um terço deles já tenha passado pelo Ensino Fundamental. Entre as crianças, mais da metade das que chegam à 4ª série não têm apresentado um rendimento adequado em leitura. Quase 30% dessas crianças não sabem ler.
Esses dados nos levam a refletir: o que acontece com o nosso país? O que acontece em nossas escolas? Por que parte significativa de nossas crianças não se alfabetizam?
Segundo Magda Soares:

“Dissociar alfabetização e letramento é um equívoco porque, no quadro das atuais concepções psicológicas, lingüísticas e psicolingüísticas de leitura e escrita, a entrada da criança (e também do adulto analfabeto) no mundo da escrita se dá simultaneamente por esses dois processos: pela aquisição do sistema convencional de escrita – a alfabetização, e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita – o letramento. Não são processos independentes, mas interdependentes, e indissociáveis: a alfabetização se desenvolve no contexto de e por meio de práticas sociais de leitura e de escrita, isto é, através de atividades de letramento, e este, por sua vez, só pode desenvolver-se no contexto da e por meio da aprendizagem das relações fonema-grafema, isto é, em dependência da alfabetização.”

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Leiam depois comentem!!!! Eu me identifiquei, pois trabalho em uma escola pública de Minas Gerais. Quem sabe um dia tudo mudará ...

E POR FALAR EM EDUCAÇÃO


Norma de Souza Lopes
nosolo@ig.com.br


Buscar um texto motivador, que reflita o que nós, educadores de escola pública, estamos vivendo estava muito difícil, então resolvi eu mesma escrevê-lo. A tarefa se mostrou complicada, mas acabou por ampliar minhas idéias sobre qual o resultado que esperado desse artigo.
O que escrever: algo para motivar? Algo para resolver o problema da indisciplina? Ou algo para ajudar a administrar conflitos?
Tudo isso e muito mais!
Comecei a pensar em nossos alunos, jovens que aparentemente não querem aprender.
Um contra-senso!
É característica primeira dos jovens querer acertar, ser autênticos e verdadeiros. Eles também não têm medo do novo ou de mudanças. Isso faz deles sujeitos inteiramente prontos para saber, conhecer, entrar em contato com essa ciência que, ainda que fragmentada, ensaiamos em nosso currículo.
Por isso, aos nossos jovens, teremos que convencer sobre a importância da ciência, convencer sobre sua agradabilidade. Teremos que seduzi-los como fomos seduzidos ao escolher mergulhar em nossas áreas de conhecimento. Teremos de buscar em nossa memória os elementos que nos seduziram, aquilo que nos fez amar o conhecimento. Teremos então que leva-los a provar esse sabor-saber.
Já me disse alguém: o conhecimento não é alcançado por todos. E os nossos – alguns já chegam perdidos – também não serão todos a alcançá-lo. Mas nem por isso podemos desistir, pois educador se realiza educando.
E educar precisa ser um projeto de sucesso (rezam os bons manuais que para construir um projeto de sucesso é necessário construí uma história pessoal, crer e vivê-la cotidianamente).
Projeto de ensino com sucesso também deve ser um projeto coletivo, de equipe. A equipe deve que construir sua história, crer e vive-la cotidianamente. Para essa construção cada educador pode oferecer suas experiências pessoais e relatá-las de forma a evidenciar como cada escolha transformou suas ações e o fez crescer.
É assim que eu tenho feito. Decidi a muito que minha missão seria me interessar genuinamente pelas pessoas, ser alguém bom e honesto, estabelecer uma relação de ajuda com todos que isso esperassem de mim. Não que não tenha pensamento e ações contraditórias (quem não os têm?). Como todos erro tentando acertar. Enfraqueço. Esmoreço. Mas me levanto.
Mas quando quero ajudar alguém e percebo que ele precisa mudar, saio do meu lugar, me dirijo ao lugar do OUTRO, direciono minha atenção para ele. Ouço... Pergunto o que ele deseja..... Conheço.
O efeito é mágico: tenho ajudado pessoas e o melhor, tenho mudado para melhor todos os dias. Integro esses “outros” melhores ao meu ser.
Minha história passa a ser uma história coletiva.
O que isso tem a ver com ensinar?
Só podemos ensinar quando lembramos como aprender. Só sabe os o significado quando aprendemos a ver, ouvir, tocar, cheirar. Ë o sensível que nos ajuda a significar. Conhecer o outro é tomar ciência. É fazer ciência.
Portanto o apelo hoje é para fazermos ciência: ciência das letras, ciência das artes, ciência da lógica, ciência da matéria, ciência dos espaços, ciências dos organismos, ciência da história humana e ciência das histórias pessoais de nossos jovens alunos. Uma ciência doce e saborosa.
Como pedir algo tão altruísta a profissionais massacrados como nós, educadores?
Adam Smith disse que o melhor resultado é obtido quando todos do grupo fazem o que é melhor para si. John Nash, o matemático, melhorou e disse que o melhor resultado é obtido quando todos fazem o que é melhor para si e para o grupo.
Não podemos melhorar de imediato o nosso salário e nossas condições de trabalho - ainda que possamos lutar juntos por eles- mas podemos melhorar nosso salário emocional, pois ele só depende da PEDAGOGIA DA GENTILEZA.
Trata-se de uma idéia que me ocorreu de que podemos nos aproximar, distribuir afetos, gentilezas. Essa idéia me diz que mesmo que não tenhamos sucesso com o ensino das ciências ditas universais, poderemos humanizar e ganhar forças para lutarmos por valorização de nossa função: EDUCADORES HUMANIZADORES.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Escola é ...


... o lugar que se faz amigos.
Não se trata só de prédios, salas, quadros,
Programas, horários, conceitos...
Escola é sobretudo, gente
Gente que trabalha, que estuda
Que alegra, se conhece, se estima.
O Diretor é gente,
O coordenador é gente,
O professor é gente,
O aluno é gente,
Cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
Na medida em que cada um se comporte
Como colega, amigo, irmão.
Nada de "ilha cercada de gente por todos os lados"
Nada de conviver com as pessoas e depois,
Descobrir que não tem amizade a ninguém.
Nada de ser como tijolo que forma a parede,
Indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
É também criar laços de amizade,
É criar ambiente de camaradagem,
É conviver, é se "amarrar nela"!
Ora é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil!
Estudar, trabalhar, crescer,
Fazer amigos, educar-se, ser feliz.
É por aqui que podemos começar a melhorar o mundo.


(Paulo Freire)

segunda-feira, 19 de maio de 2008

A escola dos sonhos!!!




Ela não briga com a TV, mas a leva para a sala de aula: são exibidos vídeos de anúncios e programas e, em seguida, analisados criticamente. A publicidade do iogurte é debatida; o produto adquirido; sua química analisada e comparada com a fórmula declarada pelo fabricante; as incompatibilidades denunciadas, bem como os fatores porventura nocivos à saúde. 0 programa de auditório de domingo é destrinchado: a proposta de vida subjacente; a visão de felicidade; a relação animador-platéia; os tabus e preconceitos reforçados etc. Em suma, não se fecha os olhos à realidade: muda-se a ótica de encará-la.

Há uma integração entre escola, família e sociedade. A política, com P maiúsculo, é disciplina obrigatória. As eleições para o grêmio ou diretório estudantil são levadas a sério, e um mês por ano setores não-vitais da instituição são administrados pelos próprios alunos. Os políticos e candidatos são convidados para debates e seus discursos analisados e comparados às suas praticas.

Não há provas baseadas no prodígio da memória nem na sorte da múltipla escolha. Como fazia meu velho mestre Geraldo Franca de Lima, professor de História (hoje romancista e membro da Academia Brasileira de Letras). No dia da prova sobre a independência do Brasil, os alunos traziam a classe toda a bibliografia pertinente e dadas as questões, consultavam os textos, aprendendo a pesquisar.
Não há coincidência entre o calendário gregoriano e o curricular: João pode cursar a 5ª. série em seis meses ou em seis anos, dependendo de sua disponibilidade, aptidão e recursos.

É mais importante educar que instruir; formar pessoas que profissionais; ensinar a mudar o mundo que a ascender à elite. Dentro de uma concepção holística, ali a ecologia vai do meio ambiente aos cuidados com nossa unidade corpo-espírito, e o enfoque curricular estabelece conexões com o noticiário da mídia.

A escola dos meus sonhos, os professores são bem-pagos e não precisam pular de colégio em colégio para poderem se manter, pois é a escola de uma sociedade onde educação não é privilégio, mas direito universal e o acesso a ela deve ser obrigatório. Frei Beto

©2007 '' Por Elke di Barros